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Edifícios: Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2012

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CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2012/2012


NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: GO000066/2012
DATA DE REGISTRO NO MTE: 01/02/2012
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR000255/2012
NÚMERO DO PROCESSO: 46208.000568/2012-47
DATA DO PROTOCOLO: 27/01/2012
Confira a autenticidade no endereço www3.mte.gov.br/internet/mediador.

 

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFICIOS DE GOIANIA, CNPJ n. 02.066.041/0001-06, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). PAULO ROBERTO ALVES DA SILVA;

E

SIND.EMP.DE COMPRA, VENDA, LOC.E ADM.IMOV.E DOS COND.HORIZ., VERT. E DE EDIF.RESID.E COM.NO ESTADO DE GOIAS, CNPJ n. 02.581.395/0001-99, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr (a). MARCELO BAIOCCHI CARNEIRO;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

 

CLÁUSULA PRIMEIRA – VIGÊNCIA E DATA-BASE
As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 1º de janeiro de 2012 a 31 de dezembro de 2012 e a data-base da categoria em 1º de janeiro.

CLÁUSULA SEGUNDA – ABRANGÊNCIA
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) aplica-se a todos os empregados em edifícios de condomínios residenciais,comerciais e similares, com abrangência territorial em Goiânia/GO.

 

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO

PISO SALARIAL

CLÁUSULA TERCEIRA – DOS PISOS SALARIAIS
Ficam garantidos os pisos salariais de acordo com as funções discriminadas na tabela abaixo, não podendo nenhum empregado ser admitido ou continuar trabalhando no exercício da função percebendo salário inferior aos seguintes:

Níveis C.B.O Descrição Piso Salarial
1ª Faixa 5142-10 Faxineiro R$ 634,00
2ª Faixa 5174-10 Porteiro (Diurno e Noturno) R$ 644,00
4110-05 Auxiliar de Escritório R$ 644,00
5141-10 Garagista (Diurno e Noturno) R$ 644,00
5141-05 Ascensorista R$ 644,00
3ª Faixa 5141-20 Zelador R$ 750,00

PARÁGRAFO PRIMEIRO: aos faxineiros que forem exigidos executar as atribuições complementares descritas no ANEXO I desta convenção – itens 20, 21, 22, 23, 24 e 25 -, além das atividades básicas do faxineiro descritas também no ANEXO I desta convenção, terão direito a um acréscimo em carteira de 2,5% (dois vírgula cinco por cento) aplicados sobre o piso salarial da categoria na função.

PARÁGRAFO SEGUNDO: aos faxineiros que forem exigido executar as atribuições complementares previstas pelo ANEXO I desta convenção itens – 24 e 25- deverão ter treinamento especializado com certificado de habilitação fornecido por empresa ou entidade autorizada e reconhecida. O curso de habilitação deverá ser custeado pelo empregador, sem acréscimo de custo na diária laboral do empregado e fornecido ao condomínio o documento legal para controle e arquivo, visando garantir a comprovação do exercício das atribuições por funcionários credenciados e habilitados perante fiscalização da DRT.

PARÁGRAFO TERCEIRO: ficam os empregadores obrigados a fornecer a todos os faxineiros que exercerem as atividades complementares, alinhadas no Parágrafo Primeiro desta Cláusula, os EPI´s (Equipamento de Proteção Individual) e alocarem as ferramentas necessárias e obrigatórias para a execução das atribuições complementares descritas.

 

REAJUSTES/CORREÇÕES SALARIAIS

CLÁUSULA QUARTA – DA REPOSIÇÃO SALARIAL
Comprometem-se os empregadores a reajustar, em 1º de Janeiro de 2012, os salários dos empregados em condomínios, vigentes em 1º de Janeiro de 2011 em percentual de 6,5% (seis virgula cinco por cento), este para os empregados que recebem acima do piso salarial.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: Os empregados admitidos após janeiro de 2011 terão reajustes proporcionais ao número de meses trabalhados, ressalvado o princípio da isonomia salarial previsto pelo art. 7º, inc. XXX, da Constituição Federal.

 

PAGAMENTO DE SALÁRIO – FORMAS E PRAZOS

CLÁUSULA QUINTA – DOS COMPROVANTES DE PAGAMENTO
Os empregadores fornecerão aos seus empregados, no final de cada mês, comprovantes de pagamentos discriminados de salários, adicionais, horas extras, gratificações, descanso semanal remunerado, descontos sofridos, etc.

 

GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS, AUXÍLIOS E OUTROS

ADICIONAL DE HORA-EXTRA

CLÁUSULA SEXTA – DAS HORAS EXTRAS
Os empregadores pagarão a seus empregados que não cumprem regime de jornada de revezamento de 12 horas por 36 horas (12hx36h) um adicional de 50% (Cinquenta por cento), para as 02 (duas) primeiras horas extras diárias e de 100% (Cem por cento) ao que exceder as 02 (duas) primeiras horas extras diárias.

 

ADICIONAL NOTURNO

CLÁUSULA SÉTIMA – ADICIONAL NOTURNO
O trabalho noturno será pago com o adicional de 20% (vinte por cento) a incidir sobre o salário base pago integral ou 3a Faixa 5141-20 Zelador 750,00 proporcional às horas noturnas trabalhadas, ainda que em escala de revezamento.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - O trabalho noturno será considerado como aquele prestado a partir das 22h00min até o término da jornada, conforme prescrito na CLT.

PARAGRAFO SEGUNDO – A hora do trabalho noturno será de 52 minutos e 30 segundos, qualquer que seja a função estabelecida ou adotada na presente Convenção Coletiva de Trabalho.

 

OUTROS ADICIONAIS

CLÁUSULA OITAVA – DA MORADIA
Havendo no condomínio moradia destinada ao zelador, esta poderá ser cedida gratuitamente, sem que venha a compor o salário (in natura). Extinguindo-se o contrato de trabalho com o condomínio, fica automaticamente extinto o direito à moradia pactuada nesta cláusula, devendo o ex-funcionário desocupá-la em 30 dias após sua desvinculação contratual de trabalho.

 

AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

CLÁUSULA NONA – FORNECIMENTO DE VALE CESTA
Fica assegurado a todos os empregados, independentemente da função exercida, o benefício de vale cesta, no valor mínimo de R$ 60,00 (Sessenta reais), por mês efetivamente trabalhado. O fornecimento desse benefício em valor superior ao aqui estipulado, por liberalidade do empregador, não retira o caráter indenizatório da verba, e deverá obedecer a todas as regras aqui estipuladas.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - O vale-cesta funcionará da seguinte forma:
I – preferencialmente, através de fornecimento ao funcionário pelo empregador de cartão magnético de vale compra, por empresa escolhida de acordo com a conveniência administrativa do empregador, garantido o valor líquido indicado na presente cláusula;

II – caso não seja fornecido o cartão magnético, o empregado poderá se dirigir a um estabelecimento comercial (supermercado, mercado ou mercearia), indicado pelo condomínio, e escolherá os gêneros alimentícios de sua preferência, até ser alcançado o importe do crédito do empregado no mês, crédito este não cumulativo que poderá ser pago diretamente pelo empregador da melhor forma que lhe convier junto ao estabelecimento comercial.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Por qualquer meio que for concedido o benefício, só serão abrangidos os gêneros alimentícios, materiais de higiene pessoal e limpeza.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O vale-cesta mencionado no item anterior não tem caráter cumulativo, sendo obrigatória a sua entrega pelo empregador ao empregado até o 5.º dia útil de cada mês subsequente ao mês trabalhado e somente podendo ser utilizado pelo empregado até o último dia do mês do beneficio, ou 25 (vinte e cinco) dias após o recebimento do vale cesta.

PARÁGRAFO QUARTO - Na hipótese do inc.II do Parágrafo Primeiro, obriga-se o empregado a apresentar ao empregador à respectiva nota fiscal de compra dos gêneros alimentícios até o 20º dia, após o recebimento do vale cesta

 

AUXÍLIO TRANSPORTE

CLÁUSULA DÉCIMA – DOS VALES TRANSPORTES
Ficam assegurados a todos os empregados os vales-transportes, com valores atualizados em número suficiente para o deslocamento casa-trabalho e vice-versa, que poderá ser entregue, diariamente, semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, a critério do empregador, mediante requerimento do empregado. O fornecimento de tal benefício será feito em obediência ao artigo 2º, alínea a, da Lei n. º 7.418/85, regulamentada pelo Decreto n.º 95.247/87 e à Legislação Previdenciária.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Fica assegurado aos empregados da categoria sindicalizados ao SEEG que estejam com as mensalidades em dia, que o desconto do vale-transporte ocorrerá na proporção de 3% sobre o salário base. Para tanto o SEEG disponibilizará aos empregadores/contabilidades, até o dia 15 de CADA MÊS A RELAÇÃO DOS EMPREGADOS SINDICALIZADOS QUE ESTÃO EM DIA COM AS MENSALIDADES. As informações estarão disponíveis através do site www.seeg-go.com.br, ou ainda, via e-mail bastando que seja solicitada a listagem dos empregados vinculados ao condomínio, devidamente identificado através do CNPJ, que estão aptos a receber este benefício.

PARÁGRAFO SEGUNDO - O empregado poderá ainda solicitar ao empregador o referido benefício, mediante documento emitido pelo SEEG que irá declarar a condição de associado do empregado, devendo o mesmo ser entregue ao síndico para implementação do benefício, o qual deverá respeitar as condições previstas no parágrafo primeiro para manutenção do benefício mês a mês.

 

AUXÍLIO SAÚDE

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – DO SECOVIMED-GOIÁS
Fica instituído o Serviço Social da Habitação do ESTADO DE GOIÁS SECOVIMED-GOIÁS, sociedade civil sem fins lucrativos, que objetiva a prestação de Serviços Assistenciais de Caráter Social, nas áreas de Saúde, Educação e Capacitação profissional aos integrantes das categorias laborais e patronais a que se refere às EMPRESAS DE COMPRA, VENDA, LOCAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS E DOS CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS, VERTICAIS E DE EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS NO ESTADO DE GOIAS.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Caberá ao SECOVIMED-GOIÁS, através de sua Diretoria devidamente constituída conforme Estatuto, definir as áreas de atuação prioritárias da entidade, bem como as normas e condições gerais para expansão do atendimento, de conformidade com os recursos disponíveis, promovendo alternativas para melhoria do padrão de vida, da qualificação e da produtividade dos empregados e empregadores dos setores sob sujeição desta Convenção.

PARÁGRAFO SEGUNDO - De acordo com a decisão da Assembléia Geral do Sindicato Patronal e com o fim de possibilitar que o SECOVIMED possa desenvolver e ampliar suas atividades, as empresas e condomínios NÃO ASSOCIADOS ao SECOVIGOIAS, estabelecidas em Goiânia e Região Metropolitana, estão obrigadas a recolher, mensalmente, a contribuição de R$ 57,00 (cinquenta e sete reais) por empregado, em favor do Serviço Social da Habitação do ESTADO DE GOIÁS – SECOVIMED ESTADO DE GOIÁS. Os condomínios ASSOCIADOS ao SECOVIGOIAS, estabelecidos em Goiânia e região metropolitana, DEVIDAMENTE ADIMPLENTES COM SUAS OBRIGAÇÕES SOCIAIS, recolherão o valor mensal de R$30,00 (trinta reais) de contribuição por funcionário.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O valor da contribuição será corrigido anualmente por proposição do Conselho Consultivo ou da Diretoria Executiva, mediante a aprovação em Assembléia Geral do SECOVIGOIAS, ou em prazo inferior, através de proposição extraordinária do Conselho Consultivo ou da Diretoria Executiva. Em decorrência desta contribuição fica assegurada às empresas e condomínios, no mínimo, consultas médicas ambulatoriais, tratamento odontológico e exames previstos em tabela periodicamente divulgada pelo SECOVIMED. Não é permitida nenhuma exclusão, separação, divisão ou distinção entre empregados de qualquer gênero ou função.

PARÁGRAFO QUARTO - Para efeito de cálculo, as empresas e condomínios deverão considerar o número máximo de funcionários registrados na empresa ou no condomínio no mês de referência da contribuição. A contribuição deverá ser através boleto bancário até o dia 20 (vinte) do mês subsequente, em guia própria fornecida pelo SECOVIMED, a qual deverá conter a relação dos funcionários cadastrados no SECOVIMED, o que comprovará o cumprimento desta Cláusula nesta CCT. O recolhimento acima citado refere-se as operações com as empresas e condomínios dos municípios servidos pelos postos de serviços ou credenciados pelo SECOVIMED, já instalados ou que venham a instalar-se na vigência desta Convenção.

PARÁGRAFO QUINTO - O SECOVIMED-GOIÁS poderá prover ações de fiscalização do cumprimento do disposto nesta cláusula, obrigando-se as empresas ou condomínios a fornecer, sempre que solicitado, cópias das Guias de INSS, cópias das Folhas de Pagamento dos Funcionários devidamente assinadas, cópia da relação de funcionários cadastrados para recolhimento de FGTS, cópia da RAIS, GFIP, ou qualquer outro documento oficial que comprove o vínculo empregatício do funcionário com a empresa.

PARÁGRAFO SEXTO - O SECOVIMED estabelecerá as regras internas de atendimento, devendo manter os usuários informados das condições gerais de uso através de Manuais e Regulamentos que devem estar disponíveis sempre que solicitados.

PARÁGRAFO SÉTIMO - É responsabilidade do empregador manter o SECOVIMED informado das alterações no quadro de funcionários da empresa ou condomínio. No ato da admissão de novos empregados, a empresa ou condomínio deverá enviar o empregado ao SECOVIMED munido de Carteira Profissional (CTPS) com as devidas anotações de registro, comprovante de endereço, CPF e RG. A empresa ou condomínio deverá manter cópia da notificação para comparecimento do empregado no SECOVIMED. A empresa ou condomínio poderá optar por enviar copia da CTPS com anotações de registro, cópia do RG, CPF e comprovante de residência do empregado, desde que protocole a entrega no balcão de atendimento do SECOVIMED. No ato da demissão, a empresa ou condomínio deverá comunicar ao SECOVIMED a rescisão de contrato através de qualquer meio escrito.

PARÁGRAFO OITAVO – A não informação ao SECOVIMED sobre a movimentação de funcionários (admissão/demissão), conforme parágrafo anterior, acarretará em multa correspondente a 5 (cinco) vezes o valor devido a título de mensalidade por funcionário cuja irregularidade for constatada.

PARÁGRAFO NONO – A falta de recolhimento na data do vencimento implica em atualização monetária do débito até a data do efetivo pagamento. Sobre o valor devido incidirá multa de 2% (dois por cento). Após 60 (sessenta) dias de atraso, os débitos serão cobrados por um serviço jurídico. Em caso de cobrança judicial, será acrescida ao montante atualizado 20% (vinte por cento) a titulo de honorários advocatícios. Incorrerá nas mesmas penalidades a empresa ou condomínio que nas ações de fiscalização for constatado recolhimento inferior ao efetivamente devido.

PARÁGRAFO DÉCIMO – Para resguardar os direitos dos empregados, uma empresa ou condomínio somente poderá substituir o SECOVIMED por outro serviço assistencial caso o novo serviço que venha a substituí-lo seja qualitativa e quantitativamente superior ao fornecido pelo SECOVIMED. Neste caso a empresa ou condomínio deverá comprovar a substituição através da apresentação de contrato e de recibos de pagamento em favor de outra entidade assistencial, no qual deve constar a relação dos nomes dos empregados beneficiados.

PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO- Em caso de inadimplência por parte do condomínio, com relação ao pagamento da contribuição prevista pela presente cláusula, o empregado que tiver direito ao serviço social não ficará prejudicado em relação aos benefícios, sendo certo que as medidas descritas no parágrafo nono serão tomadas em face do condomínio.

PARÁGRAFO DÉCIMO TERCEIRO – Caso não seja fornecido ao funcionário o benefício de auxílio saúde, quer através do SECOVIMED quer através de outro serviço qualitativa e quantitativamente superior, na forma do PARÁGRAFO DÉCIMO, fica garantido ao funcionário o direito de indenização correspondente no valor mensal de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) por mês que não tenha contado com o benefício.

 

SEGURO DE VIDA

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – SEGURO DE VIDA E AUXÍLIO FUNERAL
Fica garantido para cada empregado do condomínio um seguro de vida em grupo no valor mínimo de R$ 15.500,00 (quinze mil e quinhentos reais) para as indenizações das coberturas de Morte Natural, Morte Acidental, Invalidez (total ou parcial), Invalidez por Doença Funcional, e de até R$2.800,00 (dois mil e oitocentos reais) para Garantia (Auxílio) Funeral Familiar, sendo o benefício totalmente custeado pelo empregador, conforme prêmio e condições estipulados pela seguradora.

 

OUTROS AUXÍLIOS

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – DA ASSISTÊNCIA JURÍDICA AOS EMPREGADOS
Os empregadores prestarão Assistência Jurídica aos seus empregados, quando os mesmos, no exercício de suas funções e em defesa dos legítimos interesses e direitos dos empregadores, no recinto do condomínio, incidirem na prática de ato legal que os levem a responder ação penal.

 

CONTRATO DE TRABALHO – ADMISSÃO, DEMISSÃO, MODALIDADES

DESLIGAMENTO/DEMISSÃO

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – DA RESCISÃO DE CONTRATO
As rescisões de contrato de trabalho de empregado com 12 (meses) meses ou mais de serviços serão feitas perante a entidade sindical profissional, nos termos da legislação vigente.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os empregadores terão 01 (um) dia útil após o vencimento do prazo previsto para o aviso prévio, quando trabalhado, ou, de 10 (dez) dias quando da dispensa do seu cumprimento, para pagamento das verbas rescisórias e homologação das rescisões de contratos de trabalho, nos termos do § 6º, do art. 477 da C.L.T., sob pena de multa prevista na Lei 7.855/89, acrescida de 1/30 (um trinta avos) do valor líquido da rescisão, por dia de atraso, após o quinto dia de vencimento do prazo estabelecido.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Fica o condomínio isento da continuação do pagamento da multa supra mencionada, no caso de motivo de força maior ou pelo não comparecimento do empregado para o acerto, desde que previamente comunicado ao sindicato profissional.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Para a homologação do Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT) deverão ser entregues os seguintes documentos:

  • termo de rescisão de contrato de trabalho, em cinco vias;
  • aviso prévio ou pedido de demissão ou documento que especifique o motivo da justa causa invocada, em três vias;
  • atestado demissional em três vias;
  • CTPS devidamente atualizada e anotada;
  • formulário para encaminhamento do seguro-desemprego, se for o caso;
  • Livro ou Ficha de Registro de Empregados atualizado;
  • comprovantes de recolhimento das contribuições sindical, assistencial e/ou confederativa, tanto dos empregados como dos
  • empregadores;
  • extrato da conta vinculada do FGTS e extrato para fins rescisórios e demonstrativo do trabalhador;
  • multa rescisória do FGTS – GRRF;
  • chave de identificação de desligamento junto à Caixa Econômica Federal.
  • demonstrativo das médias das verbas rescisórias em caso de remuneração variável.

 

AVISO PRÉVIO

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – AVISO PRÉVIO
Os empregadores, quando tiverem dado aviso prévio a seus empregados e caso esses comprovem a obtenção de novo emprego, ficam obrigados a dispensá-los do cumprimento do restante do prazo referente ao preaviso, sem qualquer ônus para as partes.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – DO PRAZO DO AVISO PRÉVIO
Durante o prazo de aviso prévio dado por qualquer das partes, salvo no caso de reversão ao cargo efetivo ou por exercício de cargo de confiança, ficam vedadas alterações nas condições de trabalho, inclusive transferência do local de trabalho, sob pena de rescisão imediata do contrato, respondendo o empregador pelo pagamento do restante do aviso prévio não trabalhado.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Ficam os empregadores submetidos de forma compulsória aos termos da Lei 12.506/2011, ou seja, obediência ao prazo do aviso prévio que poderá ser de até 90 dias para dispensa sem justa causa do empregado, de acordo com o tempo de duração do contrato de emprego, sendo o prazo de cumprimento aplicável somente nos casos de dispensa sem justa causa por parte do empregador.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – DA DEVOLUÇÃO DE DOCUMENTOS
Os empregadores se obrigam a devolver em 48 (quarenta e oito) horas os documentos de funcionário, que não necessitarem ficar na secretaria do condomínio.

 

OUTRAS NORMAS REFERENTES A ADMISSÃO, DEMISSÃO E MODALIDADES DE CONTRATAÇÃO

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – DA DENOMINAÇÃO FUNCIONAL
Os empregadores se obrigam a anotar na carteira de trabalho do empregado a função exercida.

 

RELAÇÕES DE TRABALHO – CONDIÇÕES DE TRABALHO, NORMAS DE PESSOAL E ESTABILIDADES

QUALIFICAÇÃO/FORMAÇÃO PROFISSIONAL

CLÁUSULA DÉCIMA NONA – CURSOS DE FORMAÇÃO E RECICLAGEM PROFISSIONAL
O SEEG obriga-se a realizar, semestralmente, cursos de formação e qualificação de forma gratuita para os empregados da categoria, que sejam sindicalizados, de acordo com as demandas e solicitações pleiteadas junto ao sindicato por parte dos empregados. Os empregados não sindicalizados pagarão a importância de R$100,00 (cem reais) pelo curso.

 

ESTABILIDADE MÃE

CLÁUSULA VIGÉSIMA – DA GARANTIA DE EMPREGO A GESTANTE
Fica assegurada a garantia de emprego a gestante em conformidade com a alínea – b -, inc. II, do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

 

ESTABILIDADE ACIDENTADOS/PORTADORES DOENÇA PROFISSIONAL

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DO ACIDENTE DE TRABALHO
Fica assegurado ao empregado afastado por motivo de acidente de trabalho a estabilidade de 12 (doze) meses, em conformidade com o art. 118 da Lei 8.213/91, a contar da data de retorno do empregado a suas atividades.

 

ESTABILIDADE APOSENTADORIA

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – DA APOSENTADORIA
Fica estabelecida a garantia de emprego durante os 12 (doze) meses que antecederem a data em que o empregado adquire o direito a aposentadoria voluntária, desde que o mesmo conte com pelo menos 02 (dois) anos de serviços prestados ao mesmo empregador na vigência do mesmo contrato de trabalho.

 

JORNADA DE TRABALHO – DURAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONTROLE, FALTAS

DURAÇÃO E HORÁRIO

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – JORNADA LEGAL DE TRABALHO
Para os empregados que tiverem jornada de trabalho diária de 07 horas e 20 minutos, ou seja 44 (quarenta e quatro) horas semanais, o intervalo não poderá ser inferior a 01 (uma) hora e nem superior a 02 (duas) horas.

 

DESCANSO SEMANAL

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – DO DESCANSO AOS SÁBADOS
Os empregadores poderão aumentar em 40 (quarenta) minutos o trabalho do empregado, de segunda a sexta-feira, para compensar no sábado, desde que haja conveniência para as partes.

 

FALTAS

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – DA CONSULTA DE FILHOS
Fica concedido ao empregado no caso de consulta médica de filho com até 14 (quatorze) anos de idade ou inválido, abono de falta de no máximo 01 (um) dia mensal, mediante comprovação de comparecimento por declaração de médico devidamente habilitado.

 

JORNADAS ESPECIAIS (MULHERES, MENORES, ESTUDANTES)

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – DO ESTUDANTE
Fica proibida a prorrogação da jornada de trabalho dos empregados comprovadamente estudantes, quando a prorrogação da jornada coincida com horário escolar ou o tempo para se chegar à escola.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DO MENOR
Nos termos dos art. 413 item X, da CLT, os menores só poderão ter o seu horário prorrogado mediante compensação de jornada, na conformidade da Legislação.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – JORNADA ESPECIAL DE TRABALHO
Fica instituída a jornada de 06 (seis) horas para os empregados que cumprirem jornadas diárias, sem intervalo, ou 36 (trinta e seis) horas semanais, qualquer que seja o período laborado ou a função.

PARÁGRAFO PRIMEIRO – Caso seja do interesse do empregador e do empregado, poderá ser adotada a jornada de trabalho ininterrupto de 12 (doze) horas por 36 (trinta e seis) horas, não podendo a carga horária mensal ultrapassar a 180 (Cento e oitenta) horas. As horas que ultrapassarem a jornada diária, ou mensal, aqui estipuladas serão devidas como horas extras, com adicional de 100% (Cem por cento) sobre o valor da hora excedente, isso nos casos dos meses de 31 (trinta e um) dias, em que o empregado trabalha por 16 (dezesseis) dias, sendo vedado o trabalho em sobrejornada, com exceção dos trabalhadores que desenvolvem trabalho noturno e percebem horas extras em razão da hora noturna reduzida..

PARÁGRAFO SEGUNDO - A indenização do intervalo intrajornada não gozado pelos trabalhadores do regime de revezamento 12×36 horas será realizada da seguinte forma:

I – Com base no artigo 7º, inciso XIII da CF/88, fica facultado aos empregadores manterem o regime de compensação de jornada de horário na seguinte condição: 12×36, ou seja, 12 (doze) horas de trabalho por 36 (trinta e seis) de descanso, durante até 04 (quatro) dias alternados na semana.

II – O empregado poderá cumprir jornada de 12 (doze) horas de trabalho com folga de 36 (trinta e seis) horas, eis que conforme deliberação unânime dos trabalhadores em assembléia geral esse descanso (36 horas) é suficiente para recompor possível desgaste, e havendo a impossibilidade de gozo do intervalo, o empregado fará jus nos termos do artigo 71, § 4º da CLT a indenização com acréscimo mínimo de 50% sobre a hora normal de trabalho.

III – Nos casos de gozo do intervalo intrajornada pelo empregado, o posto de trabalho somente poderá ser exercido por empregado da MESMA função, sob pena de incidência do disposto no inciso II sendo o empregado que gozou o intervalo o beneficiário da indenização prevista no artigo 71, § 4º da CLT, caso não seja o seu substituto empregado da mesma função

 

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE JORNADA

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – DO VESTIBULANDO
O empregado que se submeter a exame vestibular terá abonada a falta nos dias de exame, desde que comprove formalmente o comparecimento e avise ao empregador com antecedência mínima de 03 (três) dias úteis.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA – FORNECIMENTO DE REFEIÇÃO PARA JORNADA EXTRA
O empregador se obriga a fornecer pelo menos uma refeição ao funcionário que tenha cumprido, por necessidade do serviço, mais de 2 (duas) horas extras após a jornada contratual.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Fica expressamente convencionado entre empregado e empregador que o benefício concedido via da presente cláusula é de natureza meramente indenizatória, não integrando, por conseguinte, o salário do empregado para qualquer fim.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA – DO QUADRO DE HORÁRIO E ESCALA DE REVEZAMENTO

É obrigatória a fixação, em lugar visível, do quadro de horário de trabalho e a escala de revezamento do condomínio,de

acordo com o art. 74, parágrafo 2º da CLT.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA – DOS CURSOS E REUNIÕES
Fica estabelecido que os cursos e reuniões, quando promovidos pelo empregador for de comparecimento obrigatório, deverão ser realizados durante a jornada de trabalho ou, se fora do horário normal, mediante o pagamento de horas extras (Ac. TST / Pleno 1449/82 – RO – DC – 85 / 82; em 31.08.92).

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA – DO DIA DA CATEGORIA
Fica estabelecido que no dia 29 (vinte e nove) de junho de cada ano, seja comemorado o “Dia dos Empregados em Edifícios”, extensivo a todos os empregados representados pelo SEEG, não configurando, contudo feriado para a categoria.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Fica assegurada aos empregados que laborarem no dia dos empregados em edifícios uma bonificação de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor das horas normais trabalhadas. Horas extras laboradas neste dia não receberão incidência desta bonificação e serão pagas conforme a Cláusula Sexta.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Serão considerados feriados todos aqueles estabelecidos por decretos federais, estaduais, municipais e religiosos oficiais, além da terça-feira de carnaval e finados.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O trabalho realizado no feriado e não compensado, mesmo na jornada 12 X 36, será pago em dobro sem prejuízo da remuneração relativa ao respectivo repouso, nos termos do Enunciado 146 do TST e da Orientação Jurisprudencial n.º 93, da Sessão de Dissídios Individuais I (SDI-I) do TST.

PARÁGRAFO QUARTO – Será considerado trabalho no feriado quando o funcionário iniciar a jornada no dia do feriado e não na saída em dia de feriado.

 

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR

CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
Ficam assegurados aos empregados em seu local de trabalho condições adequadas para o exercício de sua função, tais como assento que lhe proporcione conforto, equipamentos de segurança e higiene de forma que não prejudique sua saúde.

Portanto, o empregador será obrigado a tomar as devidas providências para garantir as condições pela Lei e estabelecidas no PPRA NR-09 e os empregados a manterem em condições adequadas de uso os equipamentos colocados a sua disposição.

 

UNIFORME

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA – DO USO DO UNIFORME
Os empregadores se obrigam a fornecer a seu critério 02 (dois) jogos de uniforme gratuitamente a todos os seus empregados (operacionais e administrativos), com reposição obrigatória a cada 12 (doze) meses; caso os mesmos sejam demitidos ou peçam demissão os uniformes serão devolvidos nas condições em que se encontrarem.

PARÁGRAFO ÚNICO - Os empregados terão liberdade de usar seus calçados, não podendo trabalhar de chinelo ou descalço. Caso os empregadores venham exigir a uniformidade dos calçados específicos, estes serão pagos e supridos pelos empregadores na quantidade mínima de um par anual.

 

EXAMES MÉDICOS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA – DOS EXAMES ADMISSIONAIS, PERIÓDICOS E DEMISSIONAIS
Os exames médicos periódicos e obrigatórios, previstos pela NR 7 e PCMSO, deverão ser realizados através do benefício social SECOVIMED, previsto pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, ou ainda, por meio de médico habilitado para tal fim.

 

ACEITAÇÃO DE ATESTADOS MÉDICOS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA – DOS ATESTADOS MÉDICOS
Fica assegurada a validade dos atestados médicos e odontológicos, fornecidos pelos profissionais de saúde devidamente habilitados (médicos e/ou odontólogos), sendo facultado que o empregado seja auditado por profissional de saúde responsável do serviço social de saúde SECOVIMED.

PARÁGRAFO PRIMEIRO – Para a realização de auditoria prevista por esta cláusula, o síndico que exigir a auditoria deverá liberar o funcionário pelo período necessário para comparecimento à sede do SECOVIMED para atendimento previamente agendado.

 

RELAÇÕES SINDICAIS

ACESSO DO SINDICATO AO LOCAL DE TRABALHO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA – DO ACESSO AO LOCAL DE TRABALHO
Os empregadores permitirão que pessoas identificadas e credenciadas pelo sindicato profissional ingressem em suas instalações de trabalho para recebimento de mensalidades de seus associados ou para associarem aqueles que ainda não o são, desde que não prejudiquem o andamento normal dos serviços e haja comunicação prévia ao administrador do condomínio, por escrito com identificação através de documento oficial da entidade.

 

LIBERAÇÃO DE EMPREGADOS PARA ATIVIDADES SINDICAIS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – DA LIBERAÇÃO DE SINDICALISTAS
Nenhum empregador poderá impedir o afastamento de seu empregado que for diretor do sindicato profissional, quando convocado pela referida entidade, a fim de que o mesmo participe de reuniões da diretoria, sem prejuízo da remuneração, desde que apresente convocação e comunicação prévia da entidade com no mínimo de 48(quarenta e oito horas) da necessidade de seu afastamento, sob pena de perder o dia de trabalho pelo não cumprimento de suas obrigações ora convencionadas.

 

ACESSO A INFORMAÇÕES DA EMPRESA

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – DA PUBLIDADE
As partes se obrigam a promover ampla publicidade dos termos desta Convenção.

 

CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA – DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL
A Contribuição Assistencial Patronal será exigida de toda categoria patronal, independente do número de empregados, sendo o condomínio associado ou não, cujo valor foi deliberado em Assembléia Geral Ordinária do Sindicato, realizada em 28/11/2011, por força do dispositivo Artigo 7º, Inciso XXVI, da Constituição Federal, combinado com o Artigo 513, letra ’e', da CLT e artigo 613, inciso VII da CLT, sendo seu valor estipulado em R$ 245,85 (Duzentos e quarenta e cinco reais e oitenta e cinco centavos).

PARÁGRAFO PRIMEIRO – As guias para o recolhimento da contribuição referida na presente cláusula serão remetidas pelo SECOVIGOIAS aos empregadores, podendo, também, serem retiradas na sede do Sindicato, em Goiânia.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA – DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL OBREIRA
Por deliberação da Assembléia Geral do Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia, com base no Artigo 513, “b” e “e” da CLT, ficam os condomínios autorizados a descontar da folha de pagamento dos seus empregados sindicalizados ou não, a importância de 6% (seis por cento), sobre o salário base, em conformidade com o que determina o Artigo 545 e seu parágrafo único da CLT. O desconto será de 6% sobre o salário base, referente à folha de outubro de 2012.

Parágrafo Primeiro – Fica fixada a obrigatoriedade dos condomínios enviarem à entidade sindical dos trabalhadores a relação dos empregados abrangidos pelo desconto da taxa assistencial até 15 (quinze) dias após o recolhimento dessa verba, com os respectivos dados de cada empregado: nome, função, data de admissão, valor do salário e valor do recolhimento.

Parágrafo Segundo - O montante previsto no caput da cláusula 42ª deverá ser repassado ao sindicato profissional, até o décimo dia do mês subseqüente ao desconto da folha de pagamento dos empregados.

Parágrafo Terceiro - Os descontos enumerados neste parágrafo deverão ser recolhidos a favor do SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFÍCIOS DE GOIÂNIA, na Agência da Caixa Econômica Federal, conta nº 78.719-1, ou na sede do Sindicato sito na 9ª Av. nº 671 Setor Leste Vila Nova.

Parágrafo Quarto - As guias especiais para recolhimento dos mencionados descontos serão fornecidos gratuitamente pelo sindicato profissional.

Parágrafo Quinto – Subordinam-se aos descontos a que se refere a Cláusula 42ª, todos os trabalhadores, podendo individual ou coletivamente manifestar junto ao sindicato profissional sua oposição, de forma direta ou indireta, antes ou após a efetivação do desconto. Em caso de oposição após a efetivação do desconto, o prazo para tal será de 06 (seis) meses após o desconto em folha, podendo se for o caso, requerer junto ao SEEG-GO a restituição do valor descontado, por meio de carta ou meio eletrônico (contato@seeg-go.com.br), sendo que o valor será devolvido no prazo de 05 (cinco) dias úteis, após a protocolização da solicitação, devendo para tanto anexar ao pedido de restituição a cópia da Guia de recolhimento da taxa assistencial obreira paga, contracheques que consta o desconto e documento solicitando a restituição.

Parágrafo Sexto - Os empregados que tiverem o desconto efetivado a título de contribuição assistencial no ano de 2011 e não solicitarem ressarcimento do referido valor, terão direito de votar e ser votado perante a instituição sindical, mediante cadastro prévio no prazo de 180 dias antes da eleição, atendendo as mesmas condições dos empregados sindicalizados.

Parágrafo Sétimo - Os critérios estabelecidos na Cláusula 42ª serão também aplicados aos empregados admitidos na vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho, sendo o desconto efetuado no mês do recebimento do primeiro salário integral.

 

DISPOSIÇÕES GERAIS

DESCUMPRIMENTO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA – DAS PENALIDADES
As penalidades cominadas em caso de violação de quaisquer dos dispositivos da presente Convenção são as previstas na CLT e Legislação Complementar.

 

OUTRAS DISPOSIÇÕES

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA – DA COMPETÊNCIA
Os dissídios porventura decorrentes da aplicação desta Convenção serão definidos na Justiça do trabalho

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA – DOS DIREITOS INTERCORRENTES
Fica convencionado que os efeitos da correção salarial e benefício vale cesta previstos pela presente Convenção retroagirão à data de 1º de janeiro de 2012.

Os reajustes concedidos espontaneamente pelos empregadores poderão ser compensados até os percentuais previstos pela presente Convenção;

 

PAULO ROBERTO ALVES DA SILVA
PRESIDENTE

SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFICIOS DE GOIANIA


MARCELO BAIOCCHI CARNEIRO
PRESIDENTE
SIND.EMP.DE COMPRA, VENDA, LOC.E ADM.IMOV.E DOS COND.HORIZ., VERT. E DE EDIF.RESID.E COM.NO ESTADO DE GOIAS

 

 

ANEXOS

ANEXO I – ANEXO A CCT DOS EMPREGADOS EM EDIFICIOS DE GOIÂNIA

ATRIBUIÇÕES BÁSICAS DO FAXINEIRO (A)

Descrição Sumária: Executar trabalhos rotineiros de limpeza em geral, espanando, varrendo, lavando ou encerando dependências, móveis, utensílios e instalações, para manter as condições de higiene e conserválos.

  1. Ser assíduo e pontual, cumprindo a respectiva escala de serviço;
  2. usar o uniforme e cuidar bem dele;
  3. remover o pó de móveis, paredes, tetos, portas, janelas e equipamentos, espanando-os ou limpandoos com vasculhadores, flanelas, ou vassouras apropriadas, para conservar-lhes a boa aparência;
  4. limpar escadas, pisos, passadeiras e tapetes, varrendo-os, lavando-os ou encerando-os e passando aspirador de pó, para retirar a poeira e detritos;
  5. limpar utensilios, como cinzeiros e objetos de adorno, utilizando pano ou esponja embebidas em água e sabão e outros meios adequados, para manter a boa aparência dos locais;
  6. arrumar banheiros e toaletes, limpando-os com água e sabão, detergentes e desinfetantes e reabastecendoos de papel sanitário, toalhas e sabonetes, para consevá-los em condições de uso;
  7. efetuar entregas de cartas e encomendas aos ocupantes do edifício, quando solicitado pelo zelador;
  8. proceder a limpeza das áreas comuns do edifício, varrendo diariamente as garagens, corredores, escadas e demais áreas comuns do condomínio;
  9. lavar periodicamente o parquinho, calçadas, corredores, paredes, garagens e tapetes dos elevadores;
  10. tirar manchas dos corredores e paredes, usando material próprio;
  11. encerar o piso ou limpar a mureta do parquinho e entrada do edifício;
  12. limpar vidros, janelas, extintores, caixas de incêndio, portas e cabine dos elevadores;
  13. recolher e/ou auxiliar no recolhimento do lixo, usando o carrinho próprio, observando o horário determinado para tal, colocando-o em local próprio e devidamente embalado;
  14. verificar peridiodicamente se existem objetos na marquise, tais como lixo, roupa, etc., e desentupir os canos de água pluvial;
  15. auxiliar o zelador, quando solicitado;
  16. substituir qualquer empregado, quando solicitado, executando as atribuições do cargo substituído;
  17. informar ao zelador, qualquer irregularidade observada no edifício;
  18. tratar os moradores e visitantes, com respeito e urbanidade;
  19. desempenhar outras atribuições pertinentes ao cargo.


ATRIBUIÇÕES COMPLEMENTARES DO FAXINEIRO (A)

  1. limpeza de caixa de gordura na área comum;
  2. limpeza de piscina (escovação, uso de peneira, lavação, aspiração e drenagem);
  3. limpeza de caixa ou reservatório de água potável;
  4. limpeza de jardim;
  5. pequenos serviços elétricos: troca de lâmpada, troca de globo, troca de tomadas e interruptores;
  6. pequenos serviços hidrossanitários: substituição de engates, torneiras, sifões, válvulas de descargas, carrapetas de torneira, válvula de pia/ lavatórios, limpeza de ralos secos e sifonados.

16 Comentários para “Edifícios: Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2012”

  1. vagner disse:

    so qria saber pq aumentar o salario e reduzir o vale alimentação; como pode alguem que tm q comer no local de trabalho receber 60 r$ ;trabalho a noite de porteiro e gostaria de saber como se faz pra comprar marmitex durante um mes com 60rr$ ; se antes era 90 e ja era dificil. e se entendi bm qm trabalha doze horas so tm direito a uma hora pra refeição. sera q nessa convenção não tinha nenhum porteiro pra defender a classe?

    • SEEG disse:

      Bom dia e obrigado por participar.

      É verdade, ouve uma redução da cesta de R$ 110,00 para R$ 60,00 no ano de 2012, porem ouve uma compensação de aproximadamente R$ 100,00 em Horas Extras Intrajornada, ou seja, o ano passado você tinha uma cesta de R$ 110,00 é hoje você tem uma cesta de R$ 60,00 + R$ 110,00 de Horas Extras somando R$ 160,00 sem falar que essas horas extras que agora os condomínios são obrigados a pagar vão refletir no 13º salario, férias + 1/3, FGTS e na rescisão de contrato, ou seja, ouve um ganho.

  2. michell dos santos vieira disse:

    pois
    boa tarde
    este almento poria ser melhor ou rever os conseitos pois sobem tudo antes do almeto do sindicato

    • SEEG disse:

      Bom dia e obrigado por participar.

      O aumento do piso salarial da categoria acompanhou o minimo do Governo Federal, 14%, já quem recebe alem do piso teve um reajuste de 6,5% determinado pela inflação.

  3. paulo henrique disse:

    porque nao temos o direito de receber sobre os feriados sendo que se trabalhacemos pelo condominio receberiamos,porque as empresas de tercerizaçao nao pagan as datas de feriado e o dia 31 nos mese que sao de 31 dias o dia 31 fica de graça cade a visao do sindicato sera que o nosso presidente ficou sego ou esta do lado dos empresarios,quero lembrar que quem cotribui somos nos funcionarios e nao os empresarios.

    • SEEG disse:

      Bom dia e obrigado por participar.

      Sinto lhe informar mas o sindicato das empresas terceirizadas é outro. É o Seacons F. 3213-5836 / 3212-1668.

      Este sindicato é somente para funcionários fixados pelo próprio condomínio.

  4. wanderley disse:

    boa tarte!
    trabalho em um condominio a quinze anos no periodo noturno em jornada de 12×36 e nunca recebi horas intervalar, falei com o sindico e o contador e os mesmos me disseram que não tenho direito, gostaria de saber se posso entrar na justiça para requerer meus direitos já que essa lei vigora desde 2005.varios amigos entraram e em acordo estão recebendo.
    obrigado!

    • SEEG disse:

      Bom dia e obrigado por participar.

      As horas extras intrajornadas estavão sendo pagas em carater de cesta-básica como manda as convenções anteriores. Na CCT de 2012 foi desmembrada esta cláusula, ou seja, hoje as horas intrajornadas estão sendo pagas no contra-cheque por isso que ouve redução no valor da cesta-básica.

  5. Hérika Cristina disse:

    Bom dia !!!

    Gostariade sanar uma duvida, os empregados são obrigados a registrarem seu ponto somente uniformizados ?
    E a saída eles devem registrar o ponto para depois se trocarem ?

    Deste já agradeço a ajuda.

    • SEEG disse:

      Boa tarde e obrigado por participar.

      A lei não trata nada a esse respeito, as atividades de trabalho devem iniciar naquele horário pre-determinado.

      Atenciosamente,
      Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia

  6. Marcus disse:

    Queria saber se um condomínio que tem sua garagem interditada pela defesa civil, pode transferir os porteiros para um terreno cercado sem banheiro e guarita que foi cedido para que os carros desse estacionamento interditado fiquem guardados, pois pelo que sei o trabalho do porteiro é dentro do condomínio em uma guarita e não vigiando carro na rua. esse condomínio já costuma praticar desvio de função pois contratam porteiros para ficar rondando o condomínio cuidando das crianças, fazendo reclamações de barulho nas portas dos aptos. no periodo da noite o porteiro de uma das entradas nem fica na guarita, ele é obrigado a rondar a noite toda.
    Pra se ter ideia, foram interditados os banheiros, cozinha e uma das guaritas nem banheiro tem e agora querem transferir os porteiros para esse terreno no fundo de um ginásio de esportes que nada tem haver com o condomínio.
    Acho que isso é desvio de função, queria saber se nesse caso daria recisão indireta?
    Obrigado!

    • SEEG disse:

      Boa tarde e obrigado por participar.

      Esse caso é típico de desvio de função, o lugar do porteiro é dentro da guarita e não fazendo ronda, muito menos ficando fora da geografia do condomínio, o sindicato esta a inteira disposição.

      Washington Luiz,
      Fone: (62) 3202-3686

  7. lucas disse:

    bom dia,trabalho em escala 12×36 e até a presente data o condominio em que trabalho esta nos pagando 622,00 R$. não nos pagam feriados trabalhados nem o 10º 6º dia trabalhado quando o mes é de 31 dias.
    gostaria de saber se esses beneficios citados acima são direitos nossos ou o condominio paga se quizer?

    • SEEG disse:

      Bom dia e obrigado por participar.

      O condomínio é obrigado a pagar o dia 31, como esta em nossa convenção coletiva de trabalho, caso isso não esteja acontecendo, entre em contato com o sindicato através do telefone abaixo para tomarmos as providências necessárias.

      Washington Luiz
      Fone: (62) 3202-3686

  8. Maria disse:

    Boa tarde!
    Gostaria de saber qual e o horário de intervalo para os porteiros aqui no prédio os porteiros foi contratados pra fazer 6 horas diárias isso vindo de contratos antigos,porem eles fazem 2 horas extras por dia cada um.
    Temos o porteiro que entra as 06:00 e sai as12:00( mas ele trabalha ate as 14:00) ele esta fazendo 2 horas extras qual o tempo de intervalo que ele tem que tirar, e em qual horário.
    Temos o porteiro que entra as 14:00 e sai as 20:00(mas ele trabalha ate as 22:00) ele esta fazendo 2 horas extras qual o tempo de intervalo que ele tem que tirar, e em qual horário.
    Temos o porteiro que entra as 22:00 e sai as 04:00( mas ele trabalha ate as 06:00) ele esta fazendo 2 horas extras e não tem tempo de intervalo.

    Desde já agradeço pela atenção.
    Obrigada.

    • SEEG disse:

      Boa tarde e Obrigado por participar,

      Todos esses horários não precisam necessariamente tirar intervalo, na CCT de 2012 existe o horário de 6 horas diárias, se der o intervalo para os porteiros, quem vai substitui-los? Lembrando que o substituto deve ser um outro porteiro para não caracterizar desvio de função.

      Atenciosamente,
      Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia

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