em 01 junho 2015 01:40 pm 0

O síndico porteiro

Edmar na portaria do prédio onde também é síndico

Com 58 anos de idade, Edmar de Abreu Caldeira estava satisfeito com a função de síndico, que exerce há 12 anos, do Condomínio Porto Rico, no Setor Oeste. Porém, o inesperado aconteceu. O porteiro noturno faleceu e ele assumiu o posto provisoriamente, até encontrar outro trabalhador.

No entanto, o novo contratado queria trabalhar sem assinar a carteira até terminar de receber o seguro-desemprego, o que é contra a lei. Logicamente que Edmar não concordou, mas ficaria na função até que o novato terminasse de receber. O que ele não esperava era que fosse gostar do cargo. Assim, reuniu o conselho do condomínio e foi aprovado que, além de síndico, ele também trabalhasse como porteiro noturno. E já são quase dois anos de carteira assinada na nova função.

Recentemente, após receber a visita das representantes do Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia (SEEG), ele e todos os outros três funcionários do prédio se associaram. Como síndico, Edmar já tinha ido ao sindicato uma vez, há um bom tempo atrás, para fazer um acerto e não gostou da impressão que teve do local. O que confirmou os boatos que ouvia na época, os quais diziam que o SEEG não dava retorno os trabalhadores. Agora, ele e seus companheiros de prédio estão confiantes com a atual gestão.

Em todo esse tempo como síndico, Edmar sempre contratou funcionários particulares. Para ele, terceirizar não compensa, pois na realidade o serviço vai sair mais caro. A eleição para o cargo é realizada todo ano, no dia 30 de outubro. Nesta função, ele conta que a maior dificuldade é a inadimplência de alguns moradores, principalmente quando são inquilinos, pois nesse caso é mais difícil localizar os proprietários para colocá-los a par da situação do imóvel.

Por outro lado, Edmar ressalta a convivência com todos como a parte boa do cargo, tanto com moradores quanto com funcionários. Já como porteiro noturno, ele não vê lado negativo. E diz que o positivo é a tranquilidade para trabalhar. O sono para ele também não é problema, já que seus hábitos também são noturnos. Dessa maneira, ele vai seguindo com suas funções e agora terá o respaldo do SEEG para o que precisar.

 

Arquivado em Entrevistas

Comente!