em 17 junho 2012 04:40 pm 1

O trabalho nos flats

Há quinze anos trabalhando em flats de Goiânia, Jordes Pereira Monteiro, de 48 anos, está há oito no Address West Side como encarregado de pessoal, sendo responsável, entre outras coisas, pelos pagamentos, admissão e demissão dos funcionários do flat.

A diferença entre um flat e condomínio é grande. Só para começar, a média de funcionários em um flat é de 80 pessoas. Isso porque as opções oferecidas por esse tipo de hospedagem são muitas, como academia, restaurante, piscina, sauna, sala de jogos.

Trabalham neles recepcionistas, camareiras, manobristas (que também costumam exercer a função de mensageiros), telefonistas e os funcionários de outras áreas, como a de eventos, a de reservas, a portaria de serviços e a diretoria. Uma das poucas semelhanças que possui com um prédio é a figura do síndico.

Jordes gosta do que faz, tanto que antes de trabalhar em flats atuava na mesma área, mas em outros tipos de comércio. Para ele, a parte mais complicada da função é a de recrutamento: “O ideal seria ter uma empresa de recursos humanos à parte, para que ela pudesse fazer as entrevistas, investigações e treinamentos necessários, pois não há tempo para isso tudo aqui”.

Desde que passou a atuar nessa área, Jordes Monteiro se associou ao Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia (SEEG). Ele conta que independe do ramo sempre se associou aos sindicatos, pois reconhece a importância de estar junto aos outros trabalhadores da classe.

Em 2009, a convite da nova gestão, ele também se tornou um dos diretores do conselho fiscal do SEEG, fiscalizando a situação financeira do sindicato. De três em três meses Jordes e outros dois conselheiros fiscais se reúnem com o presidente e o advogado do sindicato para analisar as contas. Ele esclarece que a função de diretor é importante e que seria bom ter mais tempo para ela, mas que o trabalho que fazem já é uma evolução, pois na gestão antiga esse conselho só existia na teoria.

Jordes conta ainda que no passado o sindicato não dava importância aos trabalhadores dos flats e com isso eles se afastaram, pois não tinham retorno. Com a gestão que iniciou em 2009 houve uma melhora e as pessoas estão conhecendo mais o SEEG. Ele explica que as reuniões sempre podem ser feitas, porque há uma rotatividade muito grande entre os funcionários dos flats.

Existem seis flats em Goiânia e Jordes alerta: “Temos que nos unir, se não tiver união não conseguimos!”. Ele explica que para os patrões é bom que os funcionários não frequentem o sindicato e não se informem dos seus direitos. Ao estarem presentes no SEEG os trabalhadores ficam mais informados e, juntos, se tornam mais fortes.

Jordes trabalhando na sua sala, no Address

Arquivado em Entrevistas

Um Comentário para “O trabalho nos flats”

  1. sandra regina disse:

    boa tarde jordes
    em seu comentario me chamou a atenção algo que vç disse contratar uma empresa para fazer a seleçao de novos funcionario /treinamemto etc.
    sou de São Paulo amo goiania/goiais trabalho a 16 anosem um hospital ja treinei fiz testes com mais de 100 funcs nesses anos todos e a cada pessoa que eu precizei fazer um teste , o olho no olho que precizamos ter para pequenos detalhes e a chave do acerto, eu sempre classifico a necessidade do candidato qto maior a necessidade mais proximo da vaga ele estará., outra coisa dentro de sua propria equipe vç pode encontrar esses selecionadores não acredito em testes psicotecnicos eles são falhos na realidade do dia a dia e escolha 02 funcionarios experientes uma mulher e um homem sou mulher mais não sou feminista ao contrario mulher em cargo de chefia não me agrada não adianta por melhor que seja a func., sempre ela trará algum problema pessoal para o trabalho e sem falar na competição que e natural do sexo feminino.
    estou a sua disposição caso precise de mais toques em 2017 estarei em goiania definitiva quem sabe não possamos atê trabalhar juntos.
    att., Sandra

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