em 01 abril 2011 06:34 pm 10

Direito de Resposta

SEEG
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFÍCIOS DE GOIÂNIA

DIREITO DE RESPOSTA


DIREITO DE RESPOSTA A NOTA PUBLICADA NO JORNAL O POPULAR, PÁGINA 2 DOS CLASSIFICADOS DO DIA 01/04/2011.

 

O Sindicato dos Empregados em Edifícios de Goiânia – SEEG, na pessoa de seu Presidente Paulo Roberto Alves da Silva, utilizando-se da prerrogativa do Direito de Resposta, contida no artigo 5, inciso v, da Constituição Federal de 1988, vem a público, em específico aos empregados de condomínio, além dos contadores e síndicos de Goiânia, trazer as seguintes ponderações sobre o informe publicado pelo Secovigoiás.

Primeiramente informamos que a bandeira de um Sindicato de Empregados, como o SEEG, é resguardar os interesses dos seus representados, e por isso, nos colocamos em defesa de todos os interesses coletivos de nossa categoria, sem qualquer distinção, utilizando-se dos meios legais e corretos para o alcance de nossos objetivos.

Com relação às rodadas de negociação coletiva, afirmamos que a impossibilidade de acordo não parte do SEEG, conforme informado na matéria publicada no Jornal O POPULAR. Aceitamos diversas das contrapropostas oferecidas pelo Secovigoias, mas como defensores do interesse coletivo buscamos melhores salários e condições para os empregados de edifícios de Goiânia.

A questão é que existe um ‘beneficio’ denominado SecoviMed, que foi criado na CCT de 2010 e que na atual negociação de 2011 pretendemos que seja excluído. Isso gerou uma inquietação do Secovigoiás, e é o que tem causado todo o impasse na negociação. Só aceitam qualquer proposta nossa com a manutenção deste serviço de saúde, do qual temos recebido diversas reclamações sobre a restrição do atendimento aos empregados, além do vultuoso valor.

Sobre o reajuste salarial, concordamos com índice que nos foi oferecido de 7%, isto com relação ao salário dos empregados que ganham mais do que o piso da categoria.

Outro ponto é a redução do desconto do vale transporte para os empregados associados ao SEEG, de 6% para 3%, e não 2% conforme narra o informe. Na última reunião mantida com o Secovigoiás, foi acordado o desconto de 3% do Vale Transporte para os empregados que fossem associados ao sindicato, o que foi omitido no Informe.

O impasse está nos seguintes pontos:

Secovigoiás oferece: SEEG PRETENDE:
Serviços Gerais – R$ 552,00 Serviços Gerais – R$ 555,00
Porteiro – R$ 565,00 Porteiro – R$ 578,00
Zelador – R$ 670,00 Zelador – R$ 676,00
Sem triênio Triênio de 3% em 2014
Sem qüinqüênio Quinquênio de 5% em 2016


Com relação a conquistas a serem negociadas pleiteamos o Triênio de 3% a ser pago somente daqui 03 anos, ou seja, em 2014  e o Quinquênio de 5% a ser pago em 2016.  Isso ocorre, pois em negociações mal realizadas no passado estes benefícios FORAM RETIRADOS DA CCT SEM QUALQUER EXPLICAÇÃO A CLASSE TRABALHADORA.

A respeito do Adicional de Assiduidade de 2%, foi ajustado na segunda rodada de negociações, a sua não inclusão na Convenção Coletiva de 2011, o que também foi omitido no Informe publicado.

Esclarecemos que o mecanismo de imposição do informe que está sendo feito pelo Secovigoiás, sobre os Condomínios de Goiânia, se dá tão somente para que estes não saibam a real situação da Negociação Coletiva de 2011.

Informamos que a redução do desconto do vale transporte do salário do empregado trata-se de um movimento de conquista da categoria para os empregados colaboradores do SEEG. E mais, não é movimento de ingerência financeira da classe patronal no sindicato dos empregados, pois se trata de uma conquista que está sendo pleiteada em obediência a CLT, a Constituição Federal e as Convenções da OIT – Organização Internacional do Trabalho.

Gostaríamos de esclarecer a todos os empregados de Condomínio de Goiânia, que o impasse nas negociações em nenhum momento parte do SEEG, que apenas tem lutado para melhorar as condições financeiras e sociais dos empregados representados por meio da Convenção Coletiva a ser firmada.

Com relação aos Acordos Coletivos, o SEEG informa que tem sido procurado por síndicos desta Capital, para firmá-los, EM RESPEITO ao que é seu dever, nos termos do artigo 7º, inciso XXVI da Constituição Federal de 1988, e ainda de acordo com o artigo 611, parágrafo 1º da CLT, principalmente quando os ACORDOS COLETIVOS VISAM O ALCANCE DE MAIS BENEFÍCIOS E MELHORES SALÁRIOS PARA OS EMPREGADOS.

Jamais criamos “cenário de terror” em nossa capital, pois somos adeptos de princípios como o do estado democrático de direito, da livre iniciativa e da liberdade de negociação. Nunca tentamos burlar os caminhos legais e representativos da Negociação Coletiva, mas buscamos lutar por uma categoria que necessita de ser valorizada e respeitada.

Nos causa estranheza a imposição do Secovigoias, descrita em seu informe, de recomendar aos Condomínios, entes jurídicos dotados de administração e sabedoria, que não celebrem Acordos Coletivos ou ainda interrompam estas negociações. Elas abordam um direito inerente a estes, que jamais pode ser coibido, até porque os acordos agem em cumprimento das normas de nosso direito constitucional e trabalhista, não necessitando de nenhuma autorização para ser celebrado, a não ser de sua própria administração.

Por fim, informamos que sempre estivemos a disposição para a concretização da negociação coletiva, e que não temos qualquer receio de medidas judiciais ou extrajudiciais adotadas pelo Secovigoiás, pois o que é certo está sendo feito, e não nos curvaremos a ameaças.

Lembramos que todos nós entes jurídicos somos livres e devemos lutar por nossos interesses. Isso é o que faz o SEEG na cidade de Goiânia em prol de seus representados, considerando desrespeitosa a colocação do Secovigoiás, de que temos criado “cenário de terror”, pois o que temos feito é a luta pelos interesses de nossa categoria.


PAULO ROBERTO ALVES DA SILVA
PRESIDENTE DO SEEG.

Arquivado em Notícias

10 Comentários para “Direito de Resposta”

  1. wilson disse:

    o que me preocupa quanto a retirada do secovi med,qual o plano de saúde que vai substituir,sendo que eu precisei usar o plano parte odontologico o serviço de boa qualidade,pois a reclamação da parte do empregador estes custo foram retirados da composição do salarios direto , sim teria que ser completado de forma indireta.

  2. Paulo Roberto disse:

    Olá Wilson,

    Na negociação referente à CCT de 2011 o Secovi-Med não foi retirado, mas pode ser substituído por um plano similar. Nossa discução a respeito do Secovi-Med é que melhorasse o atendimento de forma geral, pois na parte odontológica o SEEG oferece tratamento gratuito para seus associados.

    Att,
    Paulo Roberto
    Presidente do SEEG

  3. Joao disse:

    E isso aí presidente lute mesmo por nos pois não somos valorizados e queremos sim melhores salários custe o que custar. Valeu pela luta por nos.

  4. Paulo Roberto disse:

    Olá João,

    Obrigado pelo seu apoio. Nós nunca vamos aceitar que o Secovi trate os trabalhadores como seus escravos, eles terão que mudar suas atitudes e valorizar nossa categoria.

    Att,
    Paulo Roberto
    Presidente do SEEG

  5. flavio disse:

    Quando vai ter aumento de salario dos porteiro.qual mes ?

  6. Paulo Roberto disse:

    Olá Flavio,
    O aumento foi realizado hoje (14 de abril de 2011), você terá o repasse desde janeiro de 2011. Com percentual, para quem ganha acima do piso, de 7%.
    Para maiores informações, ligue no SEEG: (62) 3202-3686.

    Att,
    Paulo Roberto
    Presidente do SEEG

  7. lindomar alves disse:

    é isso ai,presidente.estamos todos do seu lado.

  8. Paulo Roberto disse:

    Olá Lindomar,
    Obrigado pelo apoio. Juntos chegaremos lá, se Deus quiser!

    Att,
    Paulo Roberto
    Presidente do SEEG

  9. wilson disse:

    EXISTE UMA PREVISÃO SE A CCT NOSSA SERÁ HOMOLOGADA AINDA NO MÊS DE ABRIL, VAI EXISTE ALTERAÇÃO NA CLAUSULA QUE SE REFERE A HORARIO, QUANTO A NÃO RETIRADA DO INTERVALO DE ALMOÇO OU JANTA QUAL A POSIÇÃO DO SEEG,EXISTE UM POSSIVEL DIREITO DE HORAS EXTRA.

  10. Paulo Roberto disse:

    Olá Wilson,

    A homologação depende do Ministério do Trabalho, mas será confirmado salários e benefícios para quem quiser aplicar ainda neste mês de abril, pois já foi aprovada pelo Sindicato dos Empregados e patronal.
    Não haverá alteração na cláusula que se refere ao horário. O SEEG vai orientar as contabilidades e síndicos para que paguem o intervalo intra-jornada, mesmo sem estar na Convenção. Se você tirar o horário de intervalo, não terá direito à horas extras.

    Att,
    Paulo Roberto
    Presidente do SEEG

Comente!